Semanas Franco‑Uspianas 2025

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Stefania Capone

Instituição: IRL2034 Mundos em transição, Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Universidade de São Paulo (USP)

Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ, 1991), Doutora em Etnologia pela Universidade de Paris X-Nanterre (France, 1997) e Pós-Doutora em Antropologia pela New York University (Estados Unidos, 2009). Ela é Diretora de Pesquisa (Directrice de recherche) de primeira classe no CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França) e tem lecionado na Universidade de Paris X-Nanterre e na École de Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), em Paris. Especialista das religiões e culturas de matrizes africanas nas Américas, Stefania Capone tem realizado pesquisas sobre o candomblé, a umbanda e outras religiões afro-brasileiras, se interessando à construção da tradição, aos movimentos de reafricanização dessas religiões e aos processos de trasnacionalização afro-religiosa, notadamente a reintrodução no Brasil do culto de Ifá segundo as tradições nigeriana e cubana, e a implantação das religiões afro-brasileiras na Europa. Ela tem realizado pesquisas nessas areas, desde o começo dos anos 1980, antes no Brasil, e em seguida em Cuba, nos Estados Unidos, na França e na Nigéria. Desde 2019, dirige o eixo de pesquisa sobre a história da antropologia no Brasil em Bérose, enciclopédia internacional da história da antropologia, e é responsável de uma das equipes do International Research Network sobre a História da antropologia latino-americana (IRN-HITAL) financiado pelo CNRS de 2022 a 2026. Mais recentemente, ela tem analisado a formação de um patrimônio afro-religioso no Brasil e no Atlântico Sul (Nigéria/Brasil). Stefania prepara atualmente um novo livro sobre as conexões transnacionais entre iniciados brasileiros e nigerianos que dessinam uma nova geografia espiritual de um lado e outro do oceano Atlântico. Autora de muitos artigos e livros sobre essas temáticas, traduzidos em vários idiomas, ela tem publicado no Brasil os seus dois livros mais importantes: A busca da Africa no candomblé. Tradição e poder no Brasil (publicado em francês em 1999, em português em 2004 e em inglês em 2010. A segunda edição, revista e ampliada, desse livro tem sido publicada pela Pallas em 2018) e Os Yoruba do Novo Mundo. Religião, etnicidade e nacionalismo negro nos Estados Unidos (publicado em 2005 em francês e em português, pela Pallas, em 2011). Ela é atualmente membro permanente do IRL « Mundos em transição » CNRS-USP e coordenadora do Eixo 1 sobre « Circulação, mobilidades e espaços transnacionais ».

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